terça-feira, 21 de maio de 2013

Resenha: A Startup Enxuta

Construir, medir e aprender e para inovar
 
Na minha ignorância, eu achava que esse livro era muito focado em startups de tecnologia, focadas em negócios para internet. Na minha busca de conhecimentos sobre Inovação, reparei no subtitulo "Como os empreendedores atuais utilizam a inovação contínua para criar empresas extremamente bem-sucedidas". Comprei.


Tive a grata surpresa que constatar que as ideias de Eric Ries se aplicam não só a qualquer tipo de empreendimento, mas a qualquer tipo de empresa. É possível, mesmo numa organização gigante, ter projetos inovadores tocados por equipes organizadas como uma "startup interna".

Neste livro bem escrito, fruto da sua própria experiência como empreendedor, a ideia central é que não dá para trabalhar com as metodologias/técnicas/ferramentas tradicionais, considerando o cenário de incerteza enfrentado pelas startups.

Buscando inspiração no Pensamento Lean, da Toyota, Eric Ries sugere um método de trabalho baseado em pequenos lotes e vários ciclos curtos Construir-Medir-Aprender. Com foco em experimentação e construção de Produtos Mínimos Viáveis que permitam obter feedback constante dos potenciais clientes. Desta forma é possivel eliminar desperdícios construindo "o produto certo", mudando a estratégia ("pivotear") sempre que necessário (e baseando-se em métricas úteis).

Leitura obrigatória para todos os que tem vontade de empreender ou inovar, mesmo que ainda sendo empregados de empresas tradicionais. Como sugestão, neste post tem um resumo mais detalhado das ideias do livro, junto com slides e um ótimo vídeo explicativo:





fonte: http://www.skoob.com.br/estante/resenha/27504001

sábado, 18 de maio de 2013

Nem um "a"

Se lembra o tanto que você queria
Que eu falasse o que sentia
Mas na boca não saía
Nem um "a"?

Hoje totalmente analisado
Eu não mais fico calado
Consegui abrir meu mundo
Conversar

Por isso vou pedir tempo pra nós
Só quero ouvir a sua voz
Então me diz
O que é que há?

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Resenha: O X da Questão

Uma Mina de Ouro Chamada Brasil


A primeira vez que ouvi falar de Eike Batista foi naquele episódio da coleira usada por sua então esposa, Luma de Oliveira, no Carnaval de 1998. Não tinha ideia de quem ele era até assistir por acaso, e vários anos depois, um trecho de uma entrevista sua na TV (não lembro o canal nem o nome do programa). Me interessei em conhecer mais sua história até que resolvi ler seu livro.



Após morar na Europa, aos vinte e poucos anos volta para o Brasil e resolve entrar na "corrida do ouro" (esse pequeno video resume sua trajetória). Desbravou o interior do nosso país construindo minas em lugares inóspitos, muitas vezes até sem energia elétrica. A mineração fez ele ganhar seu primeiro bilhão, mas o cara usou seu conhecimento de negócios e experiencia logística para fundar o grupo EBX e competir com gigantes (como a Petrobras, por exemplo) em áreas como petróleo, energia, logística, mineração e indústria naval.


A principal mensagem que tirei do livro é que vale a pena investir no Brasil. Por ser um pais jovem, é cheio de problemas, mas também repleto de oportunidades. Com uma abordagem holística sobre negócios, a Visão 360 Graus, é possível estar atento e atuante aos mais diferentes aspectos de um empreendimento, minimizando riscos e aumentando as chances de sucesso. É arregaçar as mangas, cerca-se de uma equipe excelente e mãos à obra!




segunda-feira, 8 de abril de 2013

Resenha: O DNA do Inovador

O que será que os inovadores tem em comum?

Inovação está na moda. Essa onda de empreendedorismo e startups, aliadas ao sucesso e a competição de gigantes como Google, Apple, Microsoft, Amazon, Samsung, GE e 3M, está forçando às empresas buscarem inovar (ou pelo menos dizerem que são inovadoras).
Busquei esse livro para tentar descobrir que hábitos comportamentais os principais inovadores da nossa era tem em comum. Ler suas biografias e as histórias das suas empresas certamente ajudaria, mas o DNA do Inovador nos poupa tempo e faz essa compilação por nós.

Através de pesquisas com 500 inovadores e outros 500 executivos, os autores identificaram 5 competências de descoberta. Em primeiro lugar vemos o pensamento associativo, ou associação: a habilidade de combinar idéias, problemas e questões que aparentemente nada tem a ver entre si. As demais são: questionar, desafiando com frequencia o status quo; observar, prestando cuidados atenção ao mundo a sua volta; cultivar o networking, descobrindo e testando ideias por meio de uma rede diversificada de pessoas com backgrounds e perspectivas diferentes; experimentar, constantemente testando ideias novas.

Apesar de usar alguns exemplos já meio batidos (vários vindos da Apple, como por exemplo a ideia de Steve Jobs de criar um sistema operacional gráfico baseado em Janelas, baseado numa interface de equipamento da Xerox) as competências de descobertas são interessantes e bem explicadas, e são a base do pensamento associativo que gera ideias inovadoras.

Também gostei da parte do livro que diferencia as competências dos inovadores das dos executivos (aqueles que são orientados à realização). Me fez perceber que os dois tipos de perfil são importantes e devem ser equilibrados, mas também que é um erro crucial esperar uma postura altamente inovadora de alguém eminentemente executor. Por fim, achei também interessante a abordagem sobre o DNA de organizações e equipes disruptivas, como elas enxergam Pessoas, Processos e Filosofia. Ah, descobri que a palavra disruptiva também está na moda. Pesquisando um pouco mais, achei bem interessante a apresentação abaixo, do post Inovação disruptiva, você sabe o que é?




Um livro interessante que tem seu valor, principalmente para empresários que querem se tornar inovadores (e/ou disseminar uma cultura de inovação nas suas empresas), mas não tem a menor ideia de por onde começar. A resposta que encontrei: devem começar por si próprios, pois não existirá uma empresa inovadora sem que seu líder tenha a inovação presente fortemente em seu DNA.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Resenha: O Poder do Hábito

Compreender o funcionamento dos hábitos é a chave para modifica-los

Tomo mundo possui algum hábito que gostaria de mudar. Perder peso, acordar mais cedo, parar de fumar, não se estressar no transito, e por aí vai. É muito comum conseguir algum êxito nos primeiros dias ou semanas, mas é muito difícil segurar um novo hábito por muito tempo. Na maioria das vezes voltamos ao antigo comportamento, cada vez mais frustrados por não termos conseguidos.


O Poder do Hábito é, sem dúvida, um dos melhores livros que já li. Ele nos ajuda a compreender que os hábitos seguem um padrão, que repetimos de forma praticamente inconsciente. Todos tem um gatilho (uma deixa, algo que o dispara), uma rotina (os passos que se repetem) e uma recompensa esperada (o alvo, o estado físico/emocional que desejamos, muitas vezes de forma inconsciente, alcançar).

O autor defende a tese que não é possível se livrar de um mau hábito, mas podemos entende-lo e modificar a rotina, o miolo entre a deixa e a recompensa. Usando uma linguagem de fácil compreensão e vários exemplos concretos, fruto de muitos estudos, CharlesDuhigg nos faz perceber por que fracassamos tantas vezes. A mesma teoria dos hábitos individuais se aplica a empresas e até a sociedade. O livro é uma excelente leitura para quem quer mudar hábitos em si, ou até mesmo em suas famílias ou empresas. O pessoal de marketing também aprende preciosas lições sobre como compreender (e, portanto, influenciar) os hábitos dos consumidores.

Por fim, deixo a dica deste vídeo do próprio autor, explicando a teoria base do livro: 

fonte: http://www.skoob.com.br/estante/resenha/25896140

segunda-feira, 11 de março de 2013

Iane


O meu vocabulário
É limitado pra expressar
Teu significado

Acho que você veio
Encomendada pra esse lar
Moldura que faltava em nosso quadro

Trouxe o rosa e o lilás
Pra esse mundo amarronzado
A certeza que se faz
Não existe mais perfeito inesperado

Me derrete seu encanto
Me comove o seu pranto
Me supreende assim um tanto
Descoberta que se faz a cada dia

Enche a casa sua imensa alegria

Agradeço ao destino
Por te ter assim tão perto
Nosso mundo antes de menino
Com você agora sim está completo

domingo, 10 de março de 2013

Resenha: O Pai Minuto

Uma Boa Ferramenta para Usar na Educação dos Filhos

Mais um livro da "série minuto". Acabei de ler faz mais ou menos um mes, mas resolvi esperar para fazer a resenha depois de aplicar a técnica em casa. Educar não é fácil. Dar limites, dizer não, dar carinho e a atenção, suprir sem exageros as necessidades materiais, manter a harmonia no lar, ter tempo para o(a) esposo(a), ..., equilibrar tudo isso parece uma equação sem solução.

O Pai Minuto usa os mesmos princípios do Gerente Minuto, só que os exemplos e o pano de fundo tratam de família. Objetivos Minuto traçados em conjunto, Elogios e Repreensões minuto feito no tempo e da forma correta realmente podem funcionar, pude constatar na prática. Eu e minha esposa temos feito reuniões semanais com os meninos (8 e 4 anos). Cada um elegeu 3 objetivos minuto, comportamentos que cada um gostaria de melhorar. Passamos a nos respeitar mais, nos estressar menos, respirar fundo e contar até 10 antes de sair do sério (as crianças tem um poder impressionante de conseguir isso). No começo, funcionou melhor com o filho mais novo. O mais velho ficou frustrado de ter evoluído pouco (por isso não recebeu elogios). Na semana seguinte os dois evoluíram. Nas duas semanas seguintes eu tive que viajar a trabalho, a coisa desandou um pouco. Agora estamos tentando retomar o ritmo, ..., é uma batalha diária... rsrsrs.

Tivemos alguns progressos, mas manter a disciplina quando as coisas começam a dar errado é bem difícil. Tivemos combinar com outras técnicas, mas reconheço que as dicas de Johnson tem sua valia. A estrutura básica consiste em: a) dizer claramente qual comportamento positivo ou negativo foi observado; b) falar (e deixar o corpo manifestar) como aquele comportamento nos fez sentir (raiva, decepção, tristeza, ...); c) Dar uma pausa para que o(a) filho(a) possa sentir um pouco do que estamos sentindo (é um tempo beem desconfortável para eles); d) Dizer claramente o que espera numa próxima ocasião; e) Dar um abraço (ou um breve afago) mostrando que o(a) filho(a) é melhor do que o comportamento demonstrado, acreditar nele/nela. Tudo isso não deve levar mais do que um minuto.

Se você está tendo dificuldades em casa, sugiro tentar as técnicas do Pai Minuto, afinal - como li em outro livro - "se continuarmos fazendo as mesmas coisas, obteremos sempre os mesmos resultados". Experimentando aqui e ali a gente vai vendo o que funciona em nossa família, ou melhor, com cada filho(a). Boa sorte!