segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Eu já te disse o mundo não é cor-de-rosa

Essa felicidade ingênua sua me incomoda
Não consigo ver tanto motivo pra sorrir
Nossa casa só problemas toda hora
Mas você parece que tá nem aí

Sua presença me irrita
Sua voz me silencia
Por quanto tempo aguento essa agonia?

O barulho do sapato no assoalho
A TV ligada, esporte noite e dia
A estampa colorida da gravata
O otimismo que transmite
Até o erro que admite
Um traste desse eu não merecia!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Voltei, Finalmente

Estranha a sensação de voltar
Pra onde nunca devia ter saído
Eu fiquei, mesmo sem estar
Flutuando num deserto perdido
Incerto

Se saber o mínimo
Sobre aqueles que estavam
Por perto

Agonizei num espaço sem sentido
Tomei um choque que procurei
Loucamente, desesperadamente
Ter recebido

Foi assim que voltei.

Agora aqui estou olhando para tudo
Como se fosse a primeira vez
Me sinto parte novamente
A apatia não me deixa mais dormente

Tudo sempre foi e é por causa de você.

Já estou sentindo chegar de novo a paixão
Adolescente
Tenho a mais pura sorte de ter você
Docemente
Em teus braços quero repousar e ver
Mais uma vez o sol brilhar
Reluzente

Voltei, finalmente.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Cansei de Ser Simpática

Cansei de ser simpática
De sorrir pra essa gente problemática
De fingir um alto astral
De comparecer e parecer feliz
Em cada compromisso social
Pra afagar o ego de um ser qualquer, banal
Que demonstra ser e ter aquilo que não é

Cansei de ser simpática
De trocar meias palavras
E forçar me interessar
Por cada conversa pobre e fática
De alimentar toda essa hipocrisia emblemática
Escorrida pelos cantos das bocas ácidas
Invisível nas belas fotos de família
Onde a perfeição esconde a dureza da verdade

Ai de nós sem aquela
Mentirinha necessária
Desculpinha esfarrapada
Fofoquinha estimulada
Falsidade tolerada
Simpatia simulada
Com certeza acabaria
A nossa sociedade pálida

Mas confesso que queria
Pelo menos por um dia
Simplesmente ser sincera
E dizer tudo o que penso
Quem me dera

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Esses Anões Generais

Gigantes de pernas longas artificiais
Em pé sobre areia movediça
Não se sustentam
Não se aguentam
Afundam bem antes da primeira pedra
Na testa

Em reuniões de generais
Decidem num toque impensado
O suposto futuro dos pobres mortais
Sem ouvir ninguém, sem sentir
O rastro fétido e podre
Que deixam ao sair

Seus exércitos de infiéis
Arrebentam anéis de lata enferrujada
Feridos procuram uma outra manada
Perfilam-se e giram em busca do nada
Até um outro qualquer vir montar em seu lombo
Na direção de mais uma batalha perdida, infundada

Não vou participar dessa festa funesta
Onde seres por baixo vestidos de trapos
Até nos parecem limpos, perfumados
Mas de perto cheiram mal
Muito mal

Prefiro ser apenas eu
Praticar tudo aquilo que prego
Me mantendo, pelo menos tentando
Ser maior que meu ego
E se me perguntam, não nego

Sou Davi, pequeno e valente
Pra esses anões tão doentes
No final vai restar
A justiça
Das voltas que o mundo dá

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Os Normandos, no Boteco Ali do Lado

Quase um mês depois do nosso show de estreia, está pintando nova oportunidade de tocarmos, na segunda quinzena de outubro. O feedback da galera no primeiro show foi tão legal que a gente já está se arriscando a preparar umas surpresas para o 2o.

Eu fiquei bem feliz com o desempenho da gente. Particularmente, me senti bem menos nervoso do que imaginei. Errei muito pouco também. Considerando que sou um baixista iniciante e que apenas ensaiei algumas vezes sem olhar as cifras, não foi nada mal.

Taí uns trechinhos do show, filmados e editados por meu irmão Leandro Rehem. Quem sabe você não se anima e vai assistir a gente hora dessa?



No canal d'Os Normandos no YouTube tem vários outros vídeos. Se gostar, divulga!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O Vazio Que Ficou Aqui (Os Normandos)

Eu me prometo que não vou deixar
Ninguém ocupar esse lugar
Que é seu desde a primeira vez
Que eu te vi

Então, a cada amanhecer um novo dia sem você
É um fardo triste que carrego sem sentir
Meus ombros na esperança de suprir
O vazio que deixou aqui

E se eu souber que você vem não vou dar pé
Não quero jogar fora a chance que eu tiver
De ter você de volta, inteira, só pra mim

domingo, 18 de setembro de 2011

Pequenina



Pequenina
Diz pra mim como fui capaz
Esperar tanto assim
Pra ser seu papai

Quantas vezes sonhei com você
Sem saber
Se em seu nobre coração
Vai caber
Todo amor que guardei
Pra quando nascer
Ainda bem que esse dia
Vai acontecer

Pequenina
Das vovós, os nomes juntei
Iane, Bruno e Andrei
Agora são três!

Fico imaginando
O seu rosto, seu olhar
Ver o seu sorriso
Em meu colo te ninar



Letra adaptada da música Ei Menina, da banda Os Normandos, da qual sou o baixista.