quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Um bebê do tamanho do mundo...

A partenidade nos ensina coisas, diariamente. Logo que nascem os filhos a gente começa a encarar a vida de modo diferente. Agora que meu mais novo nasceu, estou me educando a usar uma técnica simples, antes de fazer uma "tempestade em copo d'água" diante de uma situação (de trabalho, família ou onde seja) que esteja pretes a me tirar do sério.

Tire uma "foto" do seu problema e coloque lado a lado de seu bebê. Agora compare quem é maior.


Viu como é fácil? Ao lado deles, qualquer coisa (que não os afete diretamente, é claro) fica pequena, por maior e mais grave que possa parecer.

Então antes de explodir é só respirar fundo e aplicar mentalmente a técnica. Se não funcionar, pelo menos na maioria das vezes, é melhor procurar um médico. Você está ficando estressado(a) demais....

(Bom, tem dado certo para mim, com filhos ainda pequenos. Enquanto tiver funcionando, vou usando. Agora, para quem não tem filhos, ainda não descobri outra técnica tão eficiente...)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Coração fala?

Coração fala?
Não.

Não?!?

Com certeza
Ele agora
Tá te dizendo
O que fazer

Mas sua mente
O bloqueia
E não te deixa
Perceber

Ele fala!
Uma dia
Você vai ver

É só deixar acontecer...

domingo, 2 de novembro de 2008

Tô Avatado!

Segui uma dica que vi no Twitter do amigo Alegomes, que encaminhou 10 sites legais para criar um Avatar. Eu já tinha ouvido falar do termo Avatar (tem até um desenho animado com esse nome), mas não sabia muito o significado. No contexto deste post, interpretei algo como "a representacão virtual de si mesmo".

Resolvi experimentar alguns desses sites, usando como base a foto à direita que descreve meu perfil. Veja os resultados.
Por gostar dos Simpsons, comecei pelo SimpsonizeMe.com. Ficou interessante, mas abaixo do que eu esperav.a


Achei que ficou ótimo esse do Face Your Manga.



O TizMe ficou bem bonitinho, mas não sou mais esse garotão todo né!?


O DoppelMe não tem tantas opções, mas o resultado fica legalzinho. Só não se parece muito comigo...
Por fim, o meu preferido, feito no SouthPark Studio!

Ado, ado... tô todo Avatado!! Inté!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Emoção Pós-Parto

Faz 11 dias que meu primeiro filho nasceu. Andrei. Lindo! Na minha visão não poderia ser diferente. Há muito venho ouvindo falar de Depressão Pós-Parto (DPP). Dizem até que se a mãe comete um crime nesse estado (um tal de puerperal), isso é atenuante. Vixe!

Sinceramente? Não consigo entender essa tal de DPP. Depois de 9 meses, fora todo o tempo anterior de planejamento e sonhos, esperando a chegada de um filho, arrumando quarto, casa, gastando $, ..., o filho nasce! Nesse instante mágico parece que a gente levita, sai do corpo, sei lá. Minha emoção de pai já é a mais forte que senti na vida. Estava ao lado de minha esposa e percebi o quanto ela estava feliz.

Ver esse “trocinho” todo prontinho, inteiro, único, ali na nossa frente, fruto do amor de duas pessoas, é realmente sensacional. Diria, até, “FANDÁRDIGO”.

Pois é. Como ficar deprimido?! Uma coisa é insegurança, medo de não dar conta, ansiedade, mas, daí até a depressão tem uma grande distância.

Criei, então, um antônimo à DPP. É o que ainda estou sentindo. A Emoção Pós-Parto (EPP). Diferente da DPP, a EPP afeta também o pai. E é contagiosa, portanto, cuidado!

A EPP começa no instante do nascimento e pode durar de algumas horas até uma vida inteira. Cada caso é um caso. Seu principal sintoma é a emotividade causada pelo amor pleno que ocupa nosso coração. Aquela estória e “homem não chora” não vale para o período de EPP. De uma hora para outra as lágrimas adquirem vontade própria. Até um filminho “água com açúcar” da Sessão da Tarde pode fazer a gente chorar. Ao invés de descrever mais detalhadamente a EPP, vou dar um exemplo do estrago que ela pode causar.

Detesto acordar cedo. Quando preciso, fico num mau-humor insuportável. Nessa noite Andrei acordou às 3:30 da madruga. Fiquei tapeando-o até às 5h, quando já seria a hora de mamar. Ao levantar para ir à cozinha, beber água, deparei-me com um lindo nascer do sol, ali, bem na minha varanda. Uma bola de fogo saindo do horizonte, desejando-nos um Bom Dia.

Foi a primeira vez em quatro anos que percebi que o sol nasce na minha varanda.

Tirei uma foto e agradeci a Deus pela maravilha que é estar vivo e ter uma mulher e filho lindos.

PS: Este texto foi escrito no final de 2004, dias após o nascimento de Andrei. Hoje, 2 semanas depois do nascimento de Bruno, experimento novamente as mesmas sensações. A EPP me pegou de novo. Ainda bem.

domingo, 28 de setembro de 2008

Ensaio sobre a Cegueira

Há alguns anos ganhei de presente o livro Ensaio Sobre a Chegueira, do português Prêmio Nobel de Literatura José Saramago. Como ainda não tinha lido nada dele, confesso que quase desisti umas 3 vezes, por que não conseguia passar das páginas iniciais. Personagens sem nome, parágrafos intermináveis (3, 4, 5 folhas), linguagem rebuscada (pelo menos mais do que o usual), diálogos no meio do texto (sem aspas nem travessão), uso peculiar de pontuação, descrição minunciosa de lugares e situações. E não estava acostumado, mas insisti, já que tanta gente falava bem tanto do autor, quanto deste livro especificamente. Acho que eu estava cego. A partir de certo ponto, o livro passa a ficar sensacional, intrigante, emocionante. Passei a devorar as páginas numa velocidade alucinante, criando cada imagem em minha imaginação. O legal é, depois de concluído, discutir com outras pessoas como cada um "enxerga" as passagens do livro, principalmente o manicômio, onde os "recém-c(h)egados" ficam de quarentena e a trama principal acontece.

Quando soube que um filme baseado no livro seria lançado, pensei: "como será que o diretor vai interpretar as minhas imagens?". Ontem assisti o filme no cinema. Na minha opinião, o brasileiro Fernando Meirelles não decepcionou nadinha. Muito pelo contrário, o jogo de iluminação, fotografia e câmeras é impressionante. O efeito "leitoso" para retratar a "cegueira branca" foi um toque genial. E a discreta (fantástico aquele "plim" na hora que cada um fica cego), mas marcante, trilha sonora, funciona muito bem. É raro um filme conseguir não ficar aquém do livro. Na opinião de um leigo, apenas apreciador de filmes e literatura, Meirelles conseguiu. Filmaço!

A cegueira coletiva, retratada por Saramago, reduz o homem à categoria animal. Luta-se apenas para comer e sobreviver. Dinheiro, diploma, título, cargo, nem mesmo seu nome, te faz melhor nem pior que ninguém. Pauleira é o fardo da mulher do médico, no filme interpretada por Julianne Moore, a única que continua a enxergar. Ver toda aquela degradação humana talvez seja até pior do que estar cego. Isso tudo no mínimo te faz pensar sobre sua forma de ver o mundo.

Julianne Moore e Mark Ruffallo, numa das cenas do filme

No livro ou no filme, é clara a metáfora quanto a epidemia de cegueira do mundo de hoje. Cegueira de valores, de compaixão, de honestidade, de caráter, de respeito, de solidariedade, de amor. Assista, leia, e procure enxergar com seus próprios olhos, formando a sua visão. Vale a pena.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Inspiração

Inspiração
Vem e vai
Como o vento
É como um sentimento
Que se aloja no coração
De quem sente

E se desloca pra mente
Que move os dedos
Jogando palavras
Revelando segredos
Pacientemente

E até mesmo
Numa casa vazia
Numa alma vazia
Há alguém capaz de fazer
Poesia

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

MacUbuntuOS

Há alguns meses troquei o Fedora pelo Ubuntu, ou seja, KDE por GNOME. Aos poucos venho aprendendo o quanto de coisa legal tem disponível.

A flexibilidade da parte visual permite a gente modificar bastante coisa. Minha interface agora está bem parecida com um MacOS, graças ao Mac4Lin. Ficou mais ou menos assim:


Se desejar experimentar, siga esse ótimo tutorial. E divirta-se!